Elegante sempre - Janaína Depiné

A elegância da primeira-dama na posse de Bolsonaro

A nova primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, mostrou que tem tudo para se tornar um ícone de carisma popular como foram Michele Obama e Jacqueline Keneddy, nos EUA, e Evita Perón, na Argentina. Pela primeira vez uma primeira-dama brasileira roubou a cena na posse presidencial, realizada ontem (1º de janeiro de 2019). Michele fez várias escolhas acertadas e, claro, vale destacar cada uma.

Vestido


A escolha do figurino – um vestido midi de decote ombro a ombro, acinturado e em um tom rosa claro – da estilista Marie Lafayette (que fez o vestido de casamento dela), foi completamente acertada. Além de valorizar a sua beleza madura de 38 anos, era discreto e ao mesmo tempo com toque de doçura, sem ser juvenil (erro, aliás, da roupa da ex-primeira-dama Marcela Temer), no melhor estilo princesa moderna. Uma imagem que ela vem construindo junto ao público, seja por sua conduta cristã, a defesa de minorias e a postura discreta.

Já no coquetel à noite no Itamaraty, trocou a delicadeza pela sobriedade com um vestido elegante longo preto, de renda com mangas e gola transparente. Feminino e discreto.

Cabelo levemente despojado, acessórios discretos e unhas na cor nude completaram o visual.

Os vestidos, juntamente com outras peças a serem usadas no mandato do marido, deverão ser leiloadas, com renda revertida para instituições de caridade. Mais um ponto!

Ineditismo em dose tripla

Em um gesto inédito na história das posses presidenciais, a mulher de Bolsonaro discursou no parlatório do Palácio do Planalto antes do marido. Um chega pra lá com elegância em quem acusou o presidente de ser machista.

Mas não foi só isso. Ela ainda se manifestou em libras (a língua de sinais), para alcançar os surdos, público para qual ela faz trabalho voluntário. Uma curiosidade: O vestido foi pensado para deixar as mãos da primeira-dama livres para articular a fala em libras e, também por isso, ela não usou uma bolsa de mão.

O discurso levou a emoção até a assistente encarregada de traduzir para a linguagem convencional. Certamente esse foi um dos momentos que constarão nos livros de história no futuro.

E quebrando o protocolo, beijou o presidente, atendendo ao apelo do público: “Beija, beija, beija”. Como não amar?

Agradecimentos

Michele mostrou coerência ao agradecer a Deus e a todos que demonstraram apoio nos dias em que o marido ficou internado após o atentado.

Fez ainda um agradecimento especial a Carlos, um dos filhos do presidente, pela parceria durante os 23 dias no hospital. O que nos fez entender porque ele desfilou no carro aberto junto com o casal.

Uma causa

Naturalmente bonita, Michele nasceu pobre e venceu na vida. Por isso já seria admirada, mas ela já mostrou que não será uma primeira-dama “decorativa”. Tem uma causa, a das pessoas com deficiência.


Em seu discurso em libras a primeira-dama se dirigiu às pessoas surdas e com deficiência. Aliás, ela já havia manifestado o desejo de desenvolver “todos os trabalhos possíveis” na área de ação social. “Era algo que eu já fazia antes de me casar com o Jair. Eu tenho um chamado para ação social. É algo que Deus colocou na minha vida, no meu coração”, disse recentemente à Rede Super.

No discurso nesta terça, enfatizou: “Agradeço a Deus essa grande oportunidade de poder ajudar as pessoas que mais precisam. Trabalho de ajuda ao próximo que sempre fez parte da minha vida e que a partir de agora, como primeira-dama, posso ampliar de maneira ainda mais significativa.”

Michele acompanhou de longe a campanha do marido, aparecendo publicamente em eventos e atos de campanha somente na reta final da corrida presidencial. Agora já ficou evidente que os holofotes deverão, merecidamente, se voltar também para ela.

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