Elegante sempre - Janaína Depiné

Dia das Mães surgiu pela atuação de mulheres cristãs

O Dia das Mães está chegando. É a segunda data de maior venda no comércio, só perde para o Natal. Mas você sabia que essa comemoração teve um início nada comercial? Conheça e inspire-se na história de Anna Jarvis.

Em maio de 1905, em uma pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças  homenageassem suas mães.

A intenção era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna a data tinha um sentido ainda mais forte: ela queria homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele  ano.

Anna queria honrar a memória da mãe Marie que era uma grande ativista em prol das mães. Em 1858 Marie havia criado os Clubes “Dias de Trabalho das Mães” que atuavam pela diminuição da mortalidade de crianças de famílias de trabalhadores. Anos depois,  organizou o Dia da Amizade das Mães, para reunir famílias e vizinhos separados com a Guerra Civil dos EUA, e para ações solidárias com os feridos.

E Anna jurou terminar o trabalho que ela havia começado. Durante três anos seguidos,  lutou para que fosse criado o Dia das Mães. Em 10 de maio de 1908, ela conseguiu que fosse celebrado um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista da cidade.

Aos poucos os cultos foram sendo realizados também em outras igrejas, sempre no segundo domingo de maio.

A repercussão do evento chamou atenção de líderes locais e do então governador do estado de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock que definiu a data de 26 de abril de 1910 como o dia oficial de comemoração em homenagem às mães.

O evento alastrou-se para outras regiões dos Estados Unidos. Assim, no ano de 1914, o então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, propôs que o dia nacional das mães fosse comemorado em todo segundo domingo de maio ( por sugestão da própria Anna Jarvis).

Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data. No Brasil, assim como na Europa, a comemoração ainda é feita no segundo domingo de maio.

O sonho do Dia das Mães acabou se tornando uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade fez com que a data se tornasse muito comercial. “Não criei o dia as mães para ter lucro”, disse furiosa a um repórter, em 1923.

Naquele mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem frequentemente o amor que recebem de suas mães. “O amor de uma mãe é diariamente novo”, afirmou certa vez.

Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

A história nos faz repensar que mais importante que presentear é honrar as mães com palavras, afeto, gratidão ou, quem sabe, perpetuando boas ações.

Com informações da Igreja Presbiteriana do Brasil, jornalista Magali do Nascimento Cunha e Revista Galileu.

 

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